Notícias » 21/03/2017

Após 10 meses de trabalhos Santo Sepulcro será reaberto à visitação

Falta muito pouco para a cerimônia ecumênica que marcará o término dos trabalhos de conservação e restauração do sepulcro de Jesus. Os trabalhos de restauração na Basílica, no entanto, terão prosseguimento em uma fase sucessiva.

Dia e noite as equipes comandadas pela Professora Moropoulou se revezam para ultimar os trabalhos na Edícula e nos espaços a ela adjacentes. Tudo deverá estar pronto até as 10 horas da manhã de quarta-feira, quando as Igrejas, reunidas solenemente em oração, contemplarão os resultados de dez intensos meses de trabalhos.

Nas primeiras filas da cerimônia estarão os representantes das três Igrejas signatárias do acordo que permitiu o início dos trabalhos: o Patriarca ortodoxo Theophilos III; o Custódio da Terra Santa Frei Francesco Patton e o Patriarca armênio Nourhan Manougian. Ao lado deles, o Administrador Apostólico do Patriarcado de Jerusalém dos Latinos, o Arcebispo Pierbattista Pizzaballa, que assinou o acordo quando ainda era Custódio da Terra Santa.

Também estarão presentes todos os Auxiliares patriarcais das Igrejas do Santo Sepulcro: Coptas, Siríacos e Eríopes, além de representantes das outras Confissões cristãs da Terra Santa. A celebração também contará com a participação de convidados ilustres, entre eles o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I. A Santa Sé também deverá enviar um alto representante para a celebração.

Um comunicado divulgado pela Custódia no último sábado anunciou a doação de 500 mil dólares pelo Papa Francisco para os trabalhos nas Basílicas do Santo Sepulcro e da Natividade, valor que será destinado às próximas fases do projeto de recuperação.

A Edícula, que conserva o que resta do sepulcro de Jesus, foi consolidada, reparada, estabilizada e limpa, mas as causas de sua fragilidade não puderam ser eliminadas por completo, como a questão da umidade, cujo trabalho de erosão prossegue lentamente.

A cidade de Jerusalém, como se sabe, foi inteiramente construída sobre a rocha. O que se ignora no entanto, é que em Jerusalém chove tanto quanto em Londres. A água da chuva, uma vez chegando ao nível da rocha, não percola, ficando estagnada. Ou então evapora, elevando a taxa de umidade nas moradias da cidade, incluindo a Basílica. A isto soma-se os bolsões de água criados no subsolo da construção,  quer pelos restos das construções anteriores, quer pela destruição de antigas canalizações.

Financimento dos trabalhos

Os trabalhos foram concluídos com um custo estimado de cerca de 3,5 milhões de dólares, tendo sido financiados pelas três principais Confissões cristãs do Santo Sepulcro: os Greco-ortodoxos, os Franciscanos e os Armênios. A estes, soma-se a contribuição do Governo grego e de benfeitores privados. O Fundo Mundial para os Monumentos (World Monuments Fund, WMF) teve um papel preponderante na coleta de fundos necessários.

Importante também foi a contribuição do Rei Abdullah II, da Jordânia, através de uma “makruma”, ou seja, uma doação real de beneficência. Também a Autoridade Nacional palestina contribuiu para a realização dos trabalhos.

Para a nova fase – com um gasto previsto de seis milhões de dólares – deverá ser removida toda a pavimentação ao redor da Edícula, sendo então substituída por outra de idêntico estilo. Também serão consolidas as fundações da Edícula, para garantir a estabilidade sísmica do conjunto.

Este trabalho poderá ser a ocasião para novas escavações arqueológicas, em continuidade àquelas realizadas pelo Padre Virgilio Corbo ofm nos anos sessenta.

Por Rádio Vaticano

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