Notícias » 13/11/2017

Consciência, solidariedade e estratégia comum para defender a Terra

No final da manhã de sábado (11/11), o Papa Francisco recebeu no Vaticano uma delegação do Fórum das Ilhas do Oceano Pacífico (Pacific Islands Forum) e proferiu um discurso centrado integralmente na questão ambiental, dando destaque à preocupação com a ecologia integral, já expressa na Encíclica Laudato si.

Região de imensas belezas culturais e naturais, mas particularmente suscetível a fenômenos extremos de caráter climático, a área do Pacífico sofre impactos como o aumento do nível dos mares e a progressiva destruição do ecossistema constituído pela barreira coralina.

“Quem transformou este maravilhoso mundo marinho em um cemitério despojado de vida e de cor?”, já se questionavam trinta anos atrás os bispos filipinos. Respondendo, Francisco ressaltou algumas causas deste degrado, muitas das quais diretamente relacionadas à conduta humana.

Como exemplo, o Francisco citou o drama das populações litorâneas e empobrecidas obrigadas a se transferir em consequência do aumento do nível do mar.

Introduzindo o tema do aquecimento global, o Papa mencionou a 23ª Conferência sobre Mudanças Climáticas, COP23, em andamento em Bonn, na Alemanha e que nesta edição, é presidida pelas Ilhas Fiji, arquipélago localizado no Oceano Pacífico.

“Espero que os trabalhos da COP-23, assim como os que seguirão, possam levar ter em consideração a “Terra sem confins onde a atmosfera é extremamente fina e fugaz”, como a descreveu um dos astronautas da Estação Espacial Internacional com quem pude falar recentemente”.

A Terra sem confins e o universo

Para o Papa, esta visão de uma “Terra sem confins” anula as distâncias geográficas e destaca a necessidade de uma conscientização mundial, de uma colaboração e solidariedade internacionais, de uma estratégia comum que não permitam a indiferença diante de problemas graves como o degrado do ambiente natural e da saúde dos oceanos, relacionado com o degrado humano e social que a humanidade de hoje está vivendo.

Passados trinta anos do interrogativo dos bispos filipinos, a situação dos mares e do ecossistema marinho, poluído de plástico e micro plástico, gera efeitos também em setores como a pesca, afetando diretamente as comunidades de pescadores.  

“Que tipo de mundo desejamos transmitir àqueles que virão depois de nós, ás crianças que estão crescendo? Esta pergunta não se refere apenas ao meio ambiente… Quando nos questionamos sobre o mundo que queremos deixar, nos referimos sobretudo à sua orientação, sentido e valores”, concluiu Francisco.

Por Rádio Vaticano

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